Batismos de voos são atrativo de Festival de Parapente em Celorico da Beira

O evento é coorganizado pelo município de Celorico da Beira, no distrito da Guarda, e o Clube de Voo Livre Vertical, com o apoio da Junta de Freguesia de Linhares da Beira.

“O festival é dedicado ao voo local, de lazer e de bilugar para dar aos passageiros e aos turistas que por ali passam a vista de pássaro sobre o castelo, a Aldeia Histórica de Linhares da Beira e a paisagem envolvente”, adiantou Leonel Carriço, da direção do Clube de Voo Livre Vertical, à agência Lusa.

Durante os quatro dias será possível realizar voos de batismo, com pilotos do clube organizador, para qualquer um experimentar esta modalidade na localidade também conhecida por ‘Catedral do Parapente’, a 820 metros de altitude numa encosta da Serra da Estrela.

“Tem havido muita gente a participar. No ano passado foram realizados cerca de 40 voos de bilugares, infelizmente o tempo não ajudou muito. Muitas vezes, é mais a falta de boa meteorologia para podermos voar do que a falta de passageiros”, referiu Leonel Carriço.

Mas as expectativas para esta edição são boas: “Acreditamos que o Festival deste ano traga bom tempo e boa meteorologia para podermos voar naqueles quatro dias e fazer mais do que os 40 voos realizados no ano passado”.

Caso contrário, “todas as pessoas que se inscreverem, se não conseguirem voar durante o Festival, serão contactadas posteriormente pelo clube para voarem noutra altura, assim que a meteorologia seja propícia”, garantiu o tesoureiro do Clube de Voo Livre Vertical.

As inscrições para os batismos de voo custam 80 euros, valor exclusivo para o festival, e já estão a decorrer em www.clubevertical.org.

“No ano passado tivemos uma senhora com 85 anos e problemas de mobilidade. Tinha esse sonho e conseguimos pô-la no ar, era só sorrisos e boa disposição. Quando aterrou disse que tinha sido das coisas mais fantásticas que lhe tinham acontecido”, revelou Leonel Carriço.

O dirigente garante ter sido “a pessoa mais idosa a participar no Festival de Parapente”.

O evento permite também que qualquer piloto possa desfrutar da logística existente, como o transporte entre a zona de aterragem e de descolagem, a cargo da organização, mediante inscrição prévia.

De resto, o festival tem contribuído para o surgimento de mais praticantes e de novos sócios do Clube de Voo Livre Vertical, que está sediado do outro lado da montanha, em Sameiro, no concelho de Manteigas, também no distrito da Guarda.

“Temos vários sócios que são pilotos porque vieram experimentar num voo em tandem e acabaram por fazer a formação – neste momento temos duas turmas a decorrer, de nível 1 e 2, para depois tirarem o curso de parapente e voarem a solo”, explicou.

Este ano, o Festival de Parapente de Linhares da Beira não tem vertente competitiva devido a dificuldades logísticas.

“Em competição nem sempre é possível voar só de Linhares. Se o dia estiver potencialmente melhor para voar de outro ponto de descolagem da Serra, tem de se fazer essa movimentação e a logística complica-se um bocado mais”.

Na sua opinião, o evento tem sido “um ícone do mês de agosto” naquela Aldeia Histórica, onde nessa altura decorrem as festas populares.

Segundo Leonel Carriço, o apoio do município de Celorico da Beira e da Junta de Linhares da Beira para a realização do festival tem sido “muito importante, porque a organização depende dessa colaboração”.

Scroll to Top